Monte de Adoração

Paulo Moral & Cecília Moral

Digerindo Melhor Efésios 4:11

Fiz uma série de estudos sobre ‘dons’, e preparei um exclusivo para os dons/pessoas de Efésios 4:11. O que segue é apenas o estudo n. 10 da série.

Só pra não ficar apenas na crítica.

Espero que aproveite.

PS.: Se usar, respeite a fonte.

Série de Estudos para GAs

Londrina-PR

Tema: Dons do Espírito

Textos principais: 1Co 12; Rom 12; Ef 4; 1Pe 4;

ESTUDO 10

10 – Os Dons do ES conforme Efésios 4:11 e 1Co12:28

  • Apóstolo
  • Profeta
  • Evangelista
  • Pastor
  • Mestre

Recapitulando em 60 segundos.

No último encontro, vimos que o dom de ‘contribuição’ não é apenas o ato de dar, mas é dar com um motivo e com um propósito. Mesmo que não saibamos os motivos, o ES sabe, então, só obedecemos ao ES. Damos com a mão e o coração abertos, fruto da compaixão e de uma singeleza de propósito, não de ambição. Vimos que o dom de ‘presidir’ é uma capacidade sobrenatural para dirigir a Igreja e que os Presbíteros, os Anciãos, os Pastores ou os Diáconos tem esse dom. Espera-se diligência e atitude dos que presidem. Por último, vimos que o dom de ‘misericórdia’ é a capacidade de identificar-se profundamente com a miséria do outro. É misturar nosso coração na situação miserável de outra pessoa e exercer longanimidade, compreenção e compaixão diante das misérias da outra pessoa.

Em 1Co 12:28, Paulo se refere a pessoas/funções/dons, mas neste estudo nossa atenção estará sobre Efésios 4:11. Vamos conhecer as pessoas de Efésios 4:11 então…

Introdução.

Como estamos saindo um pouco de 1Co 12, precisamos conhecer melhor o contexto de Efésios 4:11, onde encontramos uma nova lista das pessoas/dons.

Em primeiro lugar, essa carta foi escrita depois de 1 Co. Paulo estava em Roma (essa é a teoria mais aceita), em uma prisão, quando escreveu ‘Aos Efésios’. Também nessa mesma prisão ele escreveu Filipenses, Colossenses e Filemom. As epístolas eram uma forma de cuidar das Igrejas que nasceram de seu trabalho missionário.

Efésios é considerada a ‘carta mágna’ das epístolas de Paulo, por causa de seu conteúdo sublime e sua profundidade. A experiência que Paulo teve em Éfeso foi singular, e você pode ver lendo o livro de Atos nos capítulos 18:18 até 20:38.

Esta carta é um tratado doutrinário que circularia por todos pequenos grupos (células, grupos familiares, grupos de afinidades, pequenas congregações) da Igreja da cidade, ajudando na consolidação da Sã Doutrina do Evangelho e na prática da vida cristã nas diversas áreas como comportamento, família (casamento, pais e filhos), negócios, relacionamento com outros irmãos e com a cidade, e no capítulo 4, sobre os dons de Cristo entregues à Sua Igreja, para alcançar crescimento e maturidade, para que os propósitos missionários (da Igreja e de cada crente) fossem cumpridos.

O tratado aos Efésios é dividido em duas grandes partes: 1- Teologia e doutrina = capítulos 1 a 3; 2- Teologia e prática = capítulos 4 a 6.

O texto que estamos estudando introduz a segunda grande parte da Epístola, e é de extrema importância pois diz respeito às bases de toda boa prática cristã nas diversas áreas da vida. Veja um pequeno esboço desses capítulos para você entender estruturalmente o lugar que 4:11 está:

Esboço:

1-Teologia e Doutrina – 1 a 3

2- Teologia e Prática – 4 a 6

    1. As Bases da Maturidade e da Nossa Vocação Cristã – 4:1 a 16

      1. Chamados e Vocacionados – 4:1

      2. Carater e Conduta dos vocacionados – 4:2 e 3

      3. Deus é quem vocaciona – 4:4 a 6

      4. A capacidade dos vocacionados vem de Cristo – 4:7 e 8

      5. Cristo sujeita todas as coisas do universo – 4:9 e 10

      6. Cristo entrega capacitadores (dons) à Sua Igreja – 4:11
        A Obra dos capacitadores – 4:12 a 16

        1. Para dar crescimento e maturidade – 4:12

        2. Para dar capacitação para o serviço – 4:12

        3. Para produzir unidade – 4:13a

        4. Para ajudar a conhecer a Cristo – 4:13b

        5. Para ajudar a todos serem realizados como Cristo – 4:13c

        6. Para ajudar a todos serem plenificados de Cristo – 4:13d

        7. Para ajudar a sermos firmes e fiéis como Cristo – 4:14

        8. Para ajudar a nos submetermos totalmente a Cristo – 4:15

        9. Para ajudar a crescermos na mutualidade e no amor – 4:16

    2. Agindo com Maturidade e Santidade na Nova Vida em Cristo – 4:17 a 6:20

      1. Quanto aos pensamentos e conduta – 4:17 a 32

      2. Quanto às tentações e o Mal – 5:1 a 17

      3. No relacionamento com o Espírito Santo – 5:18

      4. No relacionamento com os irmãos – 5:19 a 21

      5. Na vida conjugal – 5:22 a 33

      6. Na relação pais e filhos – 6:1 a 4

      7. Nas relações entre patrões e empregados – 6:5 a 9

      8. Nas guerras espirituais contra o diabo – 6: 10 a 17

      9. No cumprimento de nossa missão – 6:18 a 20

    3. Saudações Finais da Epístola – 6:21 a 24

Você pode perceber que as pessoas/dons de Ef 4:11, são os presentes de Jesus à Igreja, para que ajudem a Igreja a amadurecer e crescer para cumprir seu chamado e vocação. Toda boa conduta cristã e o cumprimento de nosso chamado missionário está relacionado com o bom desempenho desses ministros. É!!!! O negócio é sério mesmo!!!!

Estes são os que presidem a Igreja, conforme Rom 12:8, e os que governam (como co-governantes de Cristo, na direção do ES) de 1Co 12:28. Desses, espera-se diligência, atitude, espírito servil, obediência a Cristo.

Ainda nesta introdução, quero lembrar das orientações do Ap. Paulo em 1Tm 3 e o texto de Tg 3:1 e 2 (peço que leiam esses textos nesse momento).

A principal ferramenta desses ministros é a “palavra”. Mas não pense que é só a palavra. Toda palavra deve ser avalizada pela vida do ministro. Não estamos sendo legalistas. O ministro deve ser um bom exemplo do que prega, inclusive de como lidar com suas fraquezas e debilidades. Não existe super-homens. Jesus é perfeito, o caminho do Evangelho é perfeito, mas é trilhado por homens (e mulheres) imperfeitos como eu e você.

Precisamos ser bom exemplo de como nos quebrantamos e destruimos nossos orgulhos e nos ajustamos à Santa Palvra que pregamos. É um grande mistério: uma Santa Palavra sendo pregada por pessoas como eu… e você… por isso não há lugar para a arrogância ou soberba, mas uma gratidão eterna pelas escolhas que o Senhor fez independente de nós.

Mesmo considerando a verdade de nossa condição, também é verdade que há um padrão, um gabarito que precisa ser observado com muita, muita responsabilidade em 1Tm 3.

Os que ministram na Palavra e na liderança precisam ter reputação ilibada. Os demais detalhes estão no texto, e são claros.

Afinal, uma ação ou um gesto falam mais alto do que o som de uma palavra. Não existe a opção de vivermos no estilo: faça o que eu digo e não o que eu faço.

Deus é Santo e o padrão é alto mesmo. Se quiser um padrão mais baixo, então siga o diabo. Não estou sedo ofensivo, nem quero, estou apenas sendo claro.

Pessoas/Dons.

Outro detalhe importante nessa introdução é o fato de que o texto não diz: dom de apóstolo, ou dom de profeta. O texto diz: “E Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres,…” Nesse caso, é bem parecido com o que Paulo diz em 1Co12:28, em distinção a 1Co12:10.

Em Ef 4:11 e 1Co 12:28, Deus dá pessoas (Apóstolos, Profetas, Evangelistas, Pastores e Mestres), e em 1Co12:10, quanto ao dom de profecia, o ES faz manifestar a unção profética no seio da Igreja em vários irmãos, como quer e quando quer. Neste último caso, pode ser que essas manifestações sejam frequentes em uma pessoa OU NÃO. Não podemos dizer que uma pessoa é ‘profeta’ só porque o ES a usou uma ou algumas vezes com o dom de profecia, para edificar, consolar ou exortar um outro irmão. Aquele que Deus dá à Igreja como profeta, flui nessa unção/função sempre, e isso faz parte de identidade pessoal/ministerial. O profeta sempre vai pensar, raciocinar, falar, pregar, ensinar, fazer a leitura das situações e dos tempos como os profetas fazem. O perfil de profeta faz parte de sua pessoa e de tudo que faz. Assim é, também, com os Apóstolos, Evangelistas, Pastores e Mestres.

Hoje em dia é importante lembrar que ‘profeta’ não é status, é serviço, é função, assim como todos da lista de Ef 4:11. Aliás, a ordem de autoridade na Igreja é essa (como em 1Co12:28), mas também é a órdem dos que morriam primeiro em tempos de perseguição. **Quem se habilita???** brincadeirinha… mesmo porque, é o ES que determina quem é quem no Corpo de Cristo.

No texto de 4:7 a 16, os versos 9 e 10 parecem ser um ‘parênteses’ na evolução do assunto; uma explicação da expressão ‘subiu às alturas’ do v. 8. Sendo assim, se ligarmos o verso 8 ao 11, temos a nítida impressão que Jesus está falando que os dons, ou presentes pessoais DEle à Igreja são os ‘Apóstolos, Profetas, Evangelistas, Pastores e Mestres’. Por isso são pessoas – pessoas/dons. São pessoas que personificam um aspecto da Pessoa de Cristo em sua obra missionária. Jesus é o Apóstolo, Jesus é o Profeta, Jesus é o Evangelista, Jesus é o sumo Pastor e Jesus é o grande Mestre.

Sendo assim, Jesus entrega pessoas capacitadas com uma porção de Seu Poder e Carater, para ajudarem ao Corpo de Cristo amadurecer e continuar a obra do Pai na terra.

Os dons de Cristo em nós devem sempre fazer parte de nossa vida, pois assim vamos nos parecendo mais com Jesus. No entanto, essas pessoas/dons de Ef 4:11 tem sua identidade pessoal misturada com sua capacitação espiritual. Quando Jesus escolhe repartir um pouco de Sua unção apostólica, Profética, Evangelística, Pastoral ou de Mestre com uma pessoa, não dá para separar mais. Se essa pessoa permanecer em um pecado ou se desviar definitivamente, então sua queda será grande. Muito será cobrado ao que muito for dado (2Pe 2:21; Lc 12:48).

Hoje em dia, essas funções, com esses nomes especificamente não são tão comuns, e não quer dizer que o ES não esteja fazendo como no primeiro século. Jesus continua dando esses presentes à Igreja, mas a história e as diferentes culturas mudaram alguns termos. Hoje é comum vermos títulos diferentes em funções de liderança em diversas denominações, mas isso não é muito importante. Algumas resumem todas ao título de ‘Pastor’. Isso não será um grande problema se as funções e as capacitações que o ES distribuir na Igreja forem exercidas por todos. Mesmo que chamemos de ‘Pastores’, ‘Bispos’, ‘Líderes’, ‘Diáconos’, ‘Presbíteros’, ‘Anciãos’, ‘Líderes de Grupos de Afinidade’, ‘Coordenador’, ‘Diretor’, ‘Missionário’ ou qualquer nome de identifique uma função de liderança e cuidado, o importante é servirmos uns aos outros e contribuirmos com o crescimento de todos.

Liderança, governo, presidir é serviço e não status. Deve ser feito com diligência, competência, humildade, espírito servil, abnegação e obediência ao ES.

O alvo (‘com vistas ao…’ v.12) é produzir unidade, maturidade e a perfeição da Igreja, e para isso, Jesus capacita esses homens e os presenteia à Igreja.

A vigência do serviço dessa liderança é “até que…” (do v. 14). Nosso trabalho não termina até que…

Até que…” o que? O grande propósito é que todos cheguemos a Plenitude de Cristo e Cristo Plenifique todas a pessoas, raças, tribos, línguas e nações, assim como plenificou todas as coisas desde as partes mais baixas da terra (inferno) até acima de todos os céus, para encher todas as coisas de Sua Glória e Senhorio.

Bom… tendo introduzido o assunto desse encontro falando da importância e o papel desses homens/mulheres/presentes que Jesus dá à Sua Igreja, vamos conhecê-los um a um.

1- APÓSTOLO

αποστολος (apostolos)

1) um delegado, mensageiro, alguém enviado com ordens

1a) especificamente aplicado aos doze apóstolos de Cristo

1b) num sentido mais amplo aplicado a outros mestres cristãos eminentes

1b1) Barnabé e Paulo – Atos 14:4, 14

1b2) Timóteo e Silvano –

Definição simples: Um enviado, capacitado para uma missão; um representante; um embaixador; um missionário.

Precisamos distinguir entre os Apóstolos do Cordeiro (Ap. 21:14) e os Apóstolos da cateroria ‘b’ da definição acima.

Alguns, na tentativa de distinguir os tipos de apostolado, dizem: 1- Apóstolos de Cristo e; 2- Apóstolos do ES. Ou seja, os 12 que andaram com Jesus (quanto ao 12º apóstolo, sai Judas e entra Paulo, muito embora a Igreja tenha ordenado Matias [Atos 1:26]) e todos os demais homens e mulheres capacitados com unção e um chamado para liderarem a Igreja e levarem o Evangelho até os lugares mais inóspitos da terra.

Sobre a primeira categoria, temos a base doutrinária sobre a qual o Evangelho foi edificado. Esses homens andaram com Jesus pessoalmente e também foram testemunhas de Sua ressurreição. Nestes, o ES escolheu se manifestar com dons de liderança, pedagógicos, fé, firmeza e empreendedorismo celestial para sustentarem o crescimento e sanidade da Igreja por todos os séculos. Estes créditos não recaem sobre nenhum outro apóstolo/missionário/líder em nenhum outro momento da história.

Os apóstolos do ES, que são presenteados à Igreja hoje, fazem a manutenção da Sã Doutrina de Cristo estruturada pelos primeiros apóstolos, e ajudam a Igreja a cumprir seu chamado apostólico.

Jesus é o grande apóstolo e a Igreja tem um carater apostólico/missionário que será estimulado e orientado pelos apóstolos que o ES presentear.

2- PROFETA

προφητης (prophetes)

1) nos escritos gregos, intérprete de oráculos ou de outras coisas ocultas

2) alguém que, movido pelo Espírito de Deus e, por isso, seu instrumento ou porta-voz, solenemente declara aos homens o que recebeu por inspiração, especialmente aquilo que concerne a eventos futuros, e em particular tudo o que se relaciona com a causa e reino de Deus e a salvação humana

2a) os profetas do AT, tendo predito o reino, obras e morte, de Jesus, o Messias.

2b) de João, o Batista, o arauto de Jesus, o Messias

2c) do profeta ilustre que os judeus esperavam antes da vinda do Messias

2d) o Messias

2e) de homens cheios do Espírito de Deus, que pela sua autoridade e comando em palavras de relevância defendem a causa de Deus e estimulam a salvação dos homens

2f) dos profetas que apareceram nos tempos apostólicos entre cristãos

2f1) estão associados com os apóstolos

2f2) discerniram e fizeram o melhor pela causa cristã e previram determinados eventos futuros. (At 11.27)

2f3) nas assembléias religiosas dos cristãos, foram movidos pelo Santo Espírito para falar, tendo capacidade e autoridade para instruir, confortar, encorajar, repreender, sentenciar e motivar seus ouvintes

3) poeta (porque acreditava-se que os poetas cantavam sob inspiração divina)

3a) de Epimênides (Tt 1.12)

Vamos declinar a palavra um pouco mais, pois ela contem duas raízes:

-προ (pro)

preposição primária; prep

  1. antes

φημι (phemi)

1) tornar conhecido os pensamentos de alguém, declarar

  1. dizer

a- φωςphos

de uma forma arcaica phao (brilhar ou tornar manifesto, especialmente por emitir raios)

1) luz

1a) luz

1a1) emitida por uma lâmpada

1a2) um luz celestial tal como a de um círculo de anjos quando aparecem na terra

1b) qualquer coisa que emite luz

1b1) estrela

1b2) fogo porque brilha e espalha luz

1b3) lâmpada ou tocha

1c) luz, i.e, brilho

1c1) de uma lâmpada

2) metáf.

2a) Deus é luz porque a luz tem a qualidade de ser extremamente delicada, sutil, pura, brilhante

2b) da verdade e seu conhecimento, junto com a pureza espiritual associada a ela

2c) aquilo que está exposto à vista de todos, abertamente, publicamente

2d) razão, mente

2d1) o poder do entendimento, esp. verdade moral e espiritual

b- φαινω phaino

1) trazer à luz, fazer brilhar, espalhar a luz

2) brilhar

2a) brilhar, ser brilhante ou resplendente

2b) tornar-se evidente, ser trazido à luz, tornar-se visível, aparecer

2b1) de vegetação em crescimento, vir à luz

2b2) aparecer, ser visto

2b3) expor à visão

2c) encontrar os olhos, descobrir os olhos, tornar claro ou manifesto

2c1) ser visto, aparecer

2d) tornar-se claro na mente; ter a impressão, segundo o próprio julgamento ou opinião

Definição simples: Aquele que fala inspirado por Deus, e trás à luz as verdades de Deus e os enganos do pecado. Essa inspiração e suas palavras muitas vezes contem predições. As vezes tais predições são claras ao entendimento do profeta e outras não.

Junto com os apóstolos, os profetas lideram a Igreja por sua capacidade de discernir iluminadamente o passado, presente e futuro e apontar as direções a seguir.

Já vimos algo no encontro 5, mas vou relembrar um texto que deixamos lá:

Veja os profetas do AT. Eles tinham uma função tríplice: 1) Expor os padrões de justiça nas esferas política, social e religiosa; 2) Em seguida, no tocante à nação e ao indivíduo, ele tinha de advogar reformas e pedir com instância ao povo que atingisse os padrões de justiça; 3) e, por fim, a sua tarefa era lançar ao coração do homem, sementes da verdade, que por séculos haviam de germinar, crescer e produzir o incremento do Reino de Deus – sementeira de justiça que, emanada da santidade de Deus, se destinava a produzir no homem a mesma santidade divina e, na humanidade e na história, o Reino de Deus e Sua justiça (Mat 6:33; 3:2; 4:8).

No NT, os profetas continuam apoiados na Sã Doutrina dos Apóstolos, e ajudam a Igreja a caminhar seguramente nessas doutrinas, zelando pela edificação, consolo e exortação dos irmãos (Ico14:3).

Jesus é o grande profeta e a Igreja tem um carater profético que será estimulado e orientado pelos profetas que o ES presentear.

3- EVANGELISTA

ευαγγελιστης (euaggelistes)

1) aquele que traz boas novas, evangelista

  1. nome dado no NT aos mensageiros da salvação através de Cristo que não eram apóstolos

Definição simples: Aquele que é especialmente capacitado com o dom da fé, exortação, sinais e maravilhas e outros que sejam necessários para fazer a Igreja multiplicar em número.

Muitos apóstolos tinham essas manifestações também. Paulo é um exemplo. Esses homens não costumavam ficar muito tempo em um só lugar, e estar na estrada faz parte desse ofício. Eles são pessoas apaixonadas por Jesus e pelas pessoas numa dose bem grande.

É importante lembrar que todos temos responsabilidades evengelísticas, sem exceção, porém o Evangelista é dotado de uma porção maior de unção para fazer a Igreja crescer em número.

Jesus é o grande evangelista e a Igreja tem um carater evangelístico que será estimulado e orientado pelos evangelistas que o ES presentear.

4- PASTOR

ποιμην (poimen)

1) vaqueiro, esp. pastor

1a) na parábola, aquele a cujo cuidado e controle outros se submeteram e cujos preceitos eles seguem

2) metáf.

2a) oficial que preside, gerente, diretor, de qualquer assembléia: descreve a Cristo, o Cabeça da igreja

2a1) dos supervisores das assembléias cristãs

2a2) de reis e príncipes

As tarefas do pastor no oriente próximo eram:

– ficar atentos aos inimigos que tentavam atacar o rebanho

– defender o rebanho dos agressores

– curar a ovelha ferida e doente

– achar e salvar a ovelha perdida ou presa em armadilha

– amar o rebanho, compartilhando sua vida e desta forma ganhando a sua confiança

Durante a II Guerra Mundial, um pastor era um piloto que guiava outro piloto, cujo avião estava parcialmente danificado, de volta à base ou porta-aviões, voando lado a lado para manter contato visual.

Definição simples: São cuidadores, dotados de conhecimento, poderes de consolação, entendidos em governo, simpatia com os problemas dos outros, conhecimento para continuar o travalho do evangelista no local.

Jesus é o grande pastor e a Igreja tem um carater pastoral que será estimulado e orientado pelos pastores que o ES presentear.

5- MESTRE

διδασκαλος (didaskalos)

1) professor

2) no NT, alguém que ensina a respeito das coisas de Deus, e dos deveres do homem

1a) alguém que é qualificado para ensinar, ou que pensa desta maneira

1b) os mestres da religião judaica

1c) daqueles que pelo seu imenso poder como mestres atraem multidões, i.e., João Batista, Jesus

1d) pela sua autoridade, usado por Jesus para referir-se a si mesmo como aquele que mostrou aos homens o caminho da salvação

1e) dos apóstolos e de Paulo

1f) daqueles que, nas assembléias religiosas dos cristãos, encarregavam-se de ensinar, assistidos pelo Santo Espírito

1g) de falsos mestres entre os cristãos

Definição simples: Aquele que é dotado, por inspiração e transpiração, de conhecimento das coisas de Deus e as ensina.

Estes mestres tem uma habilidade natural e sobrenatural para aprofundar o conhecimento das revelações de Deus e ensina-las, garantindo a solidez da Sã Doutrina. São guardiães do conhecimento.

Precisamos observar que não há um artigo antes da palavra ‘mestre’ em Ef. 4:11, o que poderia nos dar a idéia de que a capacidade de ensinar fosse parte integrante do ofício pastoral, então seria como dizer: Pastor Mestre; com uma qualificação ao ofício pastoral. Nesse caso teríamos 4 ofícios e não 5, como costumamos pensar. No entanto, não é preciso complicar. É evidente que todos os pastores precisam da capacidade de ensino, pois é um dos afaseres que lhe toma mais tempo. Também os apóstolos, profetas e evangelistas precisam dessa capacidade, e as tem. Mas isso seria diminuir demais a importância da função específica, e não temos problemas em pensar que ‘Mestre’ seria o quinto ofício do staff de Ef 4:11.

Jesus é o grande mestre e a Igreja tem um carater de ensino que será estimulado e orientado pelos mestres que o ES presentear.

Você se identificou com algumas dessas funções? Dessas pessoas?

Você sabe dizer se você é um presente para a Igreja?

A Igreja sabe disso?

Quem é você no Corpo de Cristo?

Você contribui para a unidade, maturidade e crescimento da Igreja?

Você está envolvido ativamente na missão da Igreja?

Seu padrão é alto??? ou baixo???

Deus te abençoe.

Paulo Moral, pr.

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21 de maio de 2012 - Posted by | Kerigma, Sobre Liderança

7 Comentários »

  1. Gostei muito, ficou bastante claro. Obrigado.

    Comentário por Maurício | 16 de agosto de 2012 | Responder

    • Não tem de que Mauricio. Fico feliz que tenha contribuido.

      Comentário por Paulo Moral | 16 de agosto de 2012 | Responder

  2. Belo artigo Paulo, estou ansioso para ler os outros, sem duvida esse é um tema de suma importância para o crescimento, preparação e solidificação da igreja de Cristo aqui na terra nestes ultimos dias. Porém ainda é um assunto um tanto polêmico pela falta de conhecimento de muitos. Obrigado pro compartilhar de tudo isso que o Pai tem lhe escolhido e capacitado para fazer. Grande abraço pastor.

    Comentário por Marcio Ruben | 16 de junho de 2012 | Responder

    • Obrigado Marcio, fico feliz que tenha abençoado. Esse é o propósito. Abraços.

      Comentário por Paulo Moral | 16 de junho de 2012 | Responder

  3. Uma pergunta: Quanto aos “apóstolos”, a bíblia é explícita quanto a existência de duas categorias distintas, ou é pelo fato de um texto mencional “apóstolos do Cordeiro” que voluntariamente o intérprete assume que exista esta distinção?

    Comentário por lisandro | 24 de maio de 2012 | Responder

  4. quero ler toda a série! assim não valeeeeee! hahahaha

    Comentário por Gidel Junior | 21 de maio de 2012 | Responder

    • hahaha, grande Gidel. Depois conversamos sobre isso. Esse será um dos livros que publicarei. Abraços.

      Comentário por Paulo Moral | 22 de maio de 2012 | Responder


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