Monte de Adoração

Paulo Moral & Cecília Moral

PQGP 38 – O Pastor do Século 21 – Parte 3

A NECESSIDADE DE UMA TEOLOGIA SADIA

A verdade não é mais o que é certo, mas o que funciona. A pós-modernidade tira o foco da verdade objetiva para a funcionalidade.”

Esta é uma frase do texto que segue, e sintetiza bem um grave problema entre nós, pastores, e nossas igrejas.

Continuemos o estudo.

  1. A NECESSIDADE DE UMA TEOLOGIA SADIA
     A Igreja carece de uma teologia sadia. E seus obreiros mais ainda. E muito mais que os obreiros de época anteriores. Porque vivemos numa negação de valores, de subjetivação da verdade, de relativismo filosófico e moral. Alguém precisa sinalizar alguma coisa nesta bagunça em que vivemos. E quem pode sinalizar corretamente é a Igreja de Cristo. Ela tem a verdade. E se alguns de seus setores pensam que não têm e que dizer isso é ser arrogante numa época de politicamente correto, deve mudar logo de lado, caso não queira entender o que é o evangelho. Nós temos a verdade. Quem não crê nisto, por favor, não fique marcando gol contra. Porque desconfio que torce para o time adversário.
    Nós precisamos de uma teologia sadia. Porque precisamos ter as bases bem definidas e os contornos de nossa fé bem delineados. O obreiro e a Igreja de um tempo pós-moderno, um tempo vacilante e sem fronteiras, precisam ser firmes e devem ter suas fronteiras teológicas bem definidas. E isto mais que nunca.

    A Igreja precisa sinalizar ao mundo que há um caminho e uma verdade. Nosso tempo é de relativismos: o que é verdade para você pode não ser verdade para mim. Hoje, as pessoas têm as suas verdades. A Igreja precisa deixar claro que ela tem a verdade de Deus. E antes de tudo precisa deixar isso claro para ela mesma. O neopentecostalismo criou uma situação surrealista: colocou a subjetividade humana no lugar da objetividade das Escrituras.  São sentimentos, insights, vislumbres, percepções parciais que ditam as normas. Até mesmo em igrejas ditas tradicionais ouvimos muito esta frase: “Eu senti em meu coração” ou “Eu sinto”, geralmente introduzindo uma observação da pessoa em defesa de alguma verdade. Desculpe-me, se você usa esta frase, mas o que você sente é irrelevante. O relevante é o que a Bíblia diz. Diz Jeremias 17.9: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?”.

    Infelizmente, o “sentismo” e o “achismo” são as maiores vertentes hermenêuticas, hoje, no movimento evangélico. Precisamos restaurar a objetividade do ensino das Escrituras. Nossos sentimentos devem se subordinar a ela. Bem como nossos interesses e nossas perspectivas.

    A maior batalha que teremos na área da teologia, nestes anos imediatos, é sobre a fonte de autoridade em matéria de religião. Sempre se apontou que a Bíblia é a fonte última. O preâmbulo da Declaração Doutrinária da CBB (Convenção Batista Brasileira) diz: “Através dos tempos, os batistas têm se notabilizado pela defesa destes princípios: 1º) A aceitação das Escrituras Sagradas como única regra de fé e conduta”. E todo o resto parte deste ponto.

    Precisamos ter uma teologia bem segura neste ponto: tudo parte da Bíblia e a ela tudo se submete. Infelizmente, todos afirmamos isto, mas nem sempre praticamos isto. Primeiro porque, como eu disse, temos o subjetivismo neopentecostal infiltrado em nossas igrejas, alimentado pelo romantismo da época, em que os sentimentos soam mais alto que a razão. Nossa geração não reflete, mas sente. Depois por causa da mentalidade pragmática que se dissemina entre nós. O que deu certo em algum lugar passa a ser a verdade. A verdade não é mais que o é certo, mas o que funciona. A pós-modernidade tira o foco da verdade objetiva para a funcionalidade. Precisamos lembrar bem que somos “a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade” (1Tm 3.15). E que “a coluna e firmeza da verdade” deve estar alicerçada sobre a Palavra que é a verdade: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo 17.17).

    Que a Igreja estude a Palavra, submeta suas práticas e sua liturgia à Palavra. Que os pregadores preguem a Palavra e não seus desinteressantes conceitos culturais. Há obreiros que julgam suas platitudes um autêntico oráculo de Yahweh. Precisamos de pregadores que preguem a Palavra e não que contem historinhas o tempo todo. O pastor do século 21, bem como a igreja do século 21, precisa de uma teologia bíblica sadia.

  1. A NECESSIDADE DE UMA SOTERIOLOGIA CORRETA (próximo artigo)

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23 de fevereiro de 2012 - Posted by | Kerigma

3 Comentários »

  1. É verdade, risos. Mas graças a Deus estou em paz. Querendo ou não, isso faz parte de um blog. =]

    PAz no Amado.

    Comentário por Blog do Lino | 26 de fevereiro de 2012 | Responder

  2. Pastor Paulo,

    Como sempre, artigos para reflexão. Precisamos conhecer Deus e uma teologia sadia é um indício positivo. Como eu li há um tempo atrás, mas agora não me lembro o autor: “Se o Criador e onisciente nos conhece mais do que nós mesmos, por que não nos engajarmos em conhecê-lo, cientes de nossas limitações?”

    Que o Senhor nos faça crescer na Graça e no conhecimento.

    Paz!

    Comentário por Blog do Lino | 25 de fevereiro de 2012 | Responder

    • É verdade Tiago.
      Mano, quanta discussão aquela??? Nosso povo precisa de revelação. Só Deus, meu amado.
      Fique em paz quanto às críticas.
      Deus te abençoe.

      Comentário por Paulo Moral | 26 de fevereiro de 2012 | Responder


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