Monte de Adoração

Paulo Moral & Cecília Moral

PQGP 37 – O Pastor do Século 21 – Parte 2

O cachorro balança o rabo ou o rabo balança o cachorro?

Você compra o que é verdadeiramente necessário, ou o que o mercado diz que você precisa?

Em economia de mercado, a demanda determina a oferta? Ou é o contrário?

Na revolução industrial do século 19, as indústrias produziam mais produtos que os cidadãos estavam dispostos a comprar, então foi elaborada uma estratégia de marketing que convencia o cidadão de que ele precisava de um produto. Assim, as industrias conseguiram desovar sua produção na sociedade. Assim, uma cultura nova estava tomando conta do mundo, que levou à estruturação do capitalismo e o vírus do consumismo. Pelo enriquecimento da industria, todos eram convencidos de necessidades novas na era moderna.

Quanto foi afetado o pensamento teológico nesses tempos? Quanto foi afetado o pensamento missionário? Quando foi afetada a pregação, o kerígma?

Vale a pena analisarmos nosso tempo, mas para ajustá-lo à verdade Bíblica e não o contrário.

Boa leitura.

 

1. MAS É ERRADO ANALISARMOS NOSSO TEMPO?
Não, não é errado. É até necessário. O erro se dá quando analisamos o tempo em que vivemos, e com essa análise formamos uma maçaroca intelectual e queremos ver o que da Bíblia podemos aproveitar para não ferir a maçaroca que fizemos. Em termos mais elegantes: submetemos a Bíblia ao escrutínio do nosso tempo, e não o oposto. Prego para auditórios diversificados: intelectuais e gente de roça, estudantes e operários, senhores sisudos e jovens álacres. Mudo as ilustrações. Mudo a forma de me dirigir ao auditório, mas sempre falo da salvação que vem pela obra vicária de Cristo. Este é o tema.

Continuo com cartas na mesa: a Bíblia é o microscópio pelo qual examinamos a cultura secular. Ela não é um objeto que analisamos pela cultura secular. Ela é senhora e não serva; é juíza e não ré, palavra última e não palavra penúltima.

Com tudo isto, quero dizer que nossa maior necessidade não é a de conhecimento de nosso tempo, mas sim de firmeza nas Escrituras para analisarmos nosso tempo por ela. Se nossos ouvintes gostarão, se acharão que é insensatez dizer que o destino eterno deles depende da resposta que darão à obra que um homem fez numa cruz, num lugarejo obscuro, há dois milênios, isso não importa.

Conhecer nosso tempo é bom se isto mostra o terreno onde lançaremos a semente. Mas é um ato equivocado determinar a essência da semente pelo terreno. Na parábola do semeador havia tipos diferentes de solos. Mas não havia tipos diferentes de sementes. Nossa semente é o evangelho de Jesus, na certeza de suas palavras: “Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão” (Mc 13.31). E para quem acha que isto é ultrapassado, que precisamos de refinamento cultural, e não de uma mensagem tão retrógrada, lembro outras palavras de Jesus: “Porque qualquer que de mim e das minhas palavras se envergonhar, dele se envergonhará o Filho do Homem, quando vier na sua glória e na do Pai e dos santos anjos” (Lc 9.26). Muitos não querem ser vistos como ultrapassados, e refinam a mensagem para torná-la atraente ao mundo atual.

Definidas estas coisas, quero lhes falar sobre como o obreiro de tempos pós-modernos deve se posicionar. Sei o que é pós-modernidade. Poderia discorrer sobre ela. Em meu site (www.isaltino.com.br) há uma apostila sobre o assunto. Mas o obreiro de um mundo pós-moderno não deve se mirar nos moldes do mundo e sim nos moldes de um obreiro leal à Palavra.

  1. A NECESSIDADE DE UMA TEOLOGIA SADIA (Próximo artigo)


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16 de fevereiro de 2012 - Posted by | Kerigma

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