Monte de Adoração

Paulo Moral & Cecília Moral

De Pedro João Serafim – Fez uma poesia para seu próprio funeral.

Meu vô, Pedro João Serafim foi filho de imigrantes italianos e nasceu em Botucatu em 30/03/1919. Era o filho mais velho de nove irmãos.

Pedro e sua família moravam na fazenda chamada S. João do Paraíso. Criança ainda começou a carpir café, pois o seu pai Antonio Serafim arrendou uma terra com alguns pés de café. Morou nesta fazenda em sua infância, adolescência e juventude.

O administrador da fazenda nesta época era João Gavino, que tinha duas filhas em fim. Laura, a filha mais velha, linda e formosa chamava a atenção agora do jovem Pedro João Serafim.

Esses jovens se apaixonaram e se casaram pelos ares de 1.940. Agora casados, frutificaram em quatro filhos abençoados, dois homens e duas mulheres.

Seus nomes expressão também, a força e a beleza de seus pais, que com valores angelicais, tinham seus filhos como maior bem. Antonia: a amiga inestimável, Alzira: graça e beleza, Arlindo: poderoso como águia e Arnaldo: poder da águia.

Amizade, graça, beleza e poder eram as qualidades de nosso avô. Pedro significa pedra, e Laura, ouro. Pedro foi uma pedra preciosa de inestimável valor, só comparado ao mais nobre dos metais.

Pedro, poeta que era, escreveu algumas poesias declarando seu amor a Laura.

Era autodidata e ensinou muita gente a ler e escrever. O que sabia ele repartia.

O sogro do vô Pedro, João Gavino, cultuava os espíritos. O genro, na busca da verdade sentou-se à mesa dos espíritos também. Lembro de minha mãe contando histórias desses momentos em sua infância. Medo, curiosidade e pavor estavam presentes enquanto os espíritos eram invocados e se manifestavam.

Em certa ocasião passou pela fazenda onde morava, José Augusto Dias pregando o Evangelho de Jesus Cristo. Pedro entendeu o plano da salvação e aceitou Jesus como Senhor e Salvador da sua vida aos 24 anos de idade.

Desde então, passou a fazer evangelismo nas fazendas junto com José Augusto Dias.

Pedro, evangelista nato que foi, com 76 anos morreu testemunhando de Jesus. Ele me pediu para pregar em seu velório e aproveitasse a presença de familiares que não conheciam a Jesus ainda. Como bom evangelista, não queria perder nenhuma oportunidade para pregar, nem que fosse ao dia de sua morte. Atendi seu pedido.

Ele preparou uma poesia para o dia do seu próprio funeral, escolheu as passagens que deveriam ser lidas naquele dia.

A poesia que ele fez é a que segue.

De Pedro João Serafim: ARREBATAMENTO

O tempo passa e se aproxima o dia
Quando inerte meu corpo baixar
Tranquilamente numa campa fria
Esperando o Salvador que prometeu voltar.

Dali por diante minh’alma desfruta
Da graça bendita desta salvação
Tranqüilidade, paz absoluta,
No Reino de Cristo, na eterna mansão.

Onde os que dormiram em Cristo Jesus
Repousam seguros a salvo dos pecados,
Aguardando certos o Reino da Luz
Onde entraremos já ressuscitados.

Se Jesus voltar a qualquer momento
Antes de o meu corpo ir à sepultura
Dar-se-á o arrebatamento
Que será para todos a maior ventura.

Eis a razão de eu haver andado
Humildemente Nele a confiar
Serei transformado e arrebatado
Subirei com Ele, quando Ele voltar.

As informações na primeira parte deste artigo me foram passadas por minha mãe, Antonia Serafim Moral.

Anúncios

28 de julho de 2011 - Posted by | Poesias

6 Comentários »

  1. Olá Paulo!
    Que preciosidade ler essas suas palavras!
    Essas histórias de sua família não estão na Bíblia, mas poderiam estar, testemunhando as graças e glórias desse nosso Jesus tão maravilhoso.
    Quero eu um dia, nem que seja no fim dos meus dias, que meus filhos contem das minhas muitas histórias com meu Jesus.

    Comentário por Fernanda Reis | 6 de agosto de 2011 | Responder

    • É verdade Fernanda. Meu vô não tinha as megalomanias que são comuns hoje, entre os ministros de Deus. Ele sempre procurava manifestar Jesus nas coisas pequenas, nos pequenos gestos, nos pequenos relacionamentos, num cumprimento, num simples sorriso. É uma das coisas que admiro muito nele. Também quero que lembre-se de mim com graça e semelhança a Jesus. Uma gentileza gratuita, um afago gratuito, um abraço gratuito, uma cordialidade gratuita, uma bondade anônimo e gratuito, contabilizada unicamente por Jesus.
      O que escrevo de meu vô ministra muito em minha própria vida tb.
      Abraços. Amamos vcs.

      Comentário por Paulo Moral | 7 de agosto de 2011 | Responder

  2. Que poesia linda!! Saudades do vô Pedro.

    Carla Garcia Miranda Carvalho.

    Comentário por Carla Garcia Miranda de Carvalho | 30 de julho de 2011 | Responder

    • Oi Carla, a quanto tempo… fico feliz pelo contato. Tb tenho saudades.
      Deus abençoe vcs.

      Comentário por Paulo Moral | 31 de julho de 2011 | Responder

  3. Q lindo! =]

    Comentário por Manuella Leão | 28 de julho de 2011 | Responder


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: