Monte de Adoração

Paulo Moral & Cecília Moral

PQGP 20 – Pregação Bíblica 4 – Viabilizando a Pregação.

 Três coisas me deixam irritados e a quarta, furioso:
1-Gritaria sem conteúdo; 2-Afirmações não fundamentadas; 3- Fundamentação Bíblica equivocada; 4- Ministrar e profetizar a partir de um equívoco.

Para evitar tudo isso, é melhor usar a pregação textual e expositiva. Dá mais trabalho, mas há menos risco de falar bobagem. Se dos púlpitos ouvíssemos mais o que a Palavra tem a dizer e menos o que os pregadores pensam, a Igreja de hoje seria mais saudável.

Segue algumas sugestões do Pr. Isaltino. Boa leitura.

  1. VIABILIZANDO A PREGAÇÃO BÍBLICA

Respeito os três tipos de pregação quanto à estrutura. Prefiro, no entanto, a pregação textual e a expositiva à temática. A pregação temática ou topical enfatiza mais as idéias do pregador. A textual e a expositiva colocam mais o foco no texto bíblico. Mas atrevo-me a alistar algumas sugestões, o que faço respeitosamente, não presumindo que meus ouvintes e leitores me sejam inferiores.

A primeira sugestão é esta: escolha um livro da Bíblia para estudar pessoalmente. Faça sua leitura para estudo pessoal, e não como se lesse um romance. Não se preocupe em ler a Bíblia toda em um ano. Respeito as pessoas que têm este hábito, mas não é o meu. Não creio que Marcos e Romanos precisem do mesmo tempo que dispenso a Levítico. Na realidade, seria mais tempo com Levítico, que é maior que os outros dois. Não leia por obrigação nem porque é dever do pastor ler a Bíblia toda ano. Opte por um livro e se aprofunde nele. Isto não quer dizer que não deve ler ou estudar os demais. É específico: escolha um para estudar. Pessoalmente, agora estou em João. Leio com atenção, detenho-me, vou a comentários e a notas de rodapé. Como conseqüência estou com vários esboços já formulados em João. Importante: leia em mais de uma versão. No ano passado, usei a VR como meu livro texto. Neste ano de 2005 estou usando a NVI. Quando terminar meu estudo em João na NVI, quero fazê-lo na Versão Almeida Século 21, da qual já ganhei o Novo Testamento. A vantagem deste método é que por algum tempo o estudante se aprofundará num livro. Adquirirá comentários sobre ele, pensará sobre ele, arranjará idéias para pregar nele.

A segunda sugestão já foi antecipada: adquira uns dois ou três comentários de valor sobre o livro bíblico. Sei que dinheiro não dá em árvore, mas livros são indispensáveis, principalmente os comentários bíblicos. Uma vez comprei alguns comentários sobre Marcos e estudei o evangelho. Preguei 67 sermões no livro. Como fui edificado e fortalecido! Por quase um ano preguei apenas sobre Jesus. E como a igreja foi edificada! Por quase um ano ouviu falar apenas sobre Jesus. E, quando pensei que nunca mais pregaria em Marcos, de lá para cá ainda preguei uns dez sermões neste evangelho. Não sou genial. É a Bíblia que é fantástica. É inesgotável. Mas a questão fundamental é esta: o pregador passa a ter conhecimento bíblico unificado, não fragmentário, passa a ter método de estudo, disciplina na metodologia, e tudo isso se reflete na vida da igreja.

A terceira sugestão: veja os “assuntos pregáveis”. Quando estudamos a Bíblia para nós, com fome, acontece algo fantástico. Deus vai nos mostrando ensinos em sua Palavra. De repente, parece que um texto salta aos olhos gritando “Me pregue! Me pregue!”. Leia para si, acima de tudo. Mas haverá verdades que aparecerão aos seus olhos como verdades que devem ser repassadas ao povo. Separe os assuntos, as sugestões de temas, e até mesmo o esboço. Por vezes tenho sermões para três meses à frente. Cada vez que vou estudando, as idéias vão surgindo. Isto é diferente de ler buscando idéias. Nem sempre elas vêm. Mas quando lemos para nós, elas vêm. Os “assuntos pregáveis” devem fazer parte de uma lista de “Sugestões de sermões”. Vez por outra passe por lá, reflita sobre as idéias, vá maturando-as. Assim preguei a série sobre Marcos, sobre Hebreus e estou preparando uma sobre João.

A quarta: desafie o povo a ler o mesmo livro com você. O povo verá idéias novas, acompanhará sua jornada, e sempre é interessante desafiar as pessoas a lerem. E você descobrirá, para tristeza sua, que boa parte dos crentes lê pouco ou quase nada a Bíblia. Descobri isto. E assim, descobri que certas passagens e episódios que me são tão conhecidos, não o são do povo, e que por vezes preciso explicar- hes.

A quinta: evite ser livresco. Um bom programa de estudo é excelente. Um programa de leitura da Bíblia ajuda muito. Mas, respeitosamente, isto não basta. Não apenas pregamos a Bíblia., nós pregamos a Bíblia para pessoas reais, de carne e osso. Leia livros, mas leia gente. Leia sua cidade, leia seu bairro. Muita gente tem um estilo de pregação e de ministério que serve para qualquer lugar. Não importa onde chega, tem um programa imutável. A igreja tem que se encaixar na sua visão. Desdenha da cultura da região, zomba do sotaque que é diferente do seu, do vocabulário regional (como o seu sotaque e seu vocabulário fossem a norma culta) e nunca se acultura. Há pregadores que são bons oradores, bons exegetas, mas que nunca dão certo porque são sempre um quisto onde estão. Parte do bom sucesso de um pregador está no fato de que ele conhece seu auditório. Sua pregação, desta maneira, não é teórica, mas vivencial. Porque ele põe a questão nestes termos: “Como estas verdades se aplicam à realidade vivencial deste povo?”.

5. SUGESTÕES QUANTO À COMUNICAÇÃO (próximo artigo)

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7 de junho de 2011 - Posted by | Kerigma

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