Monte de Adoração

Paulo Moral & Cecília Moral

Para Quem Gosta de Pregar 14

Estamos falando de repetições desnecessárias.

Na verdade estou repetindo necessariamente a última linha do último artigo sobre pregação.

Vejamos alguns exemplos:


8 – Exemplos – Os exemplos a seguir mostram algumas frases construídas de maneira equívoca. Têm superfluidades, redundâncias, pleonasmos,  excesso de conectivos, etc.

Vamos ver como essas frases podem ser melhores. Com os exemplos entenderemos o que foi dito.  Poderemos aprender alguma coisa para nossa comunicação.

8.1. “A escolta batia as matas à procura do desertor.  Avistando-o, o capitão ordenou à escolta que não atirasse no  fugitivo, mas apenas prendesse o trânsfuga”.

O leitor já sabe que a pessoa fugitiva é um desertor. É desnecessária a repetição deste conceito por sinônimos como fugitivo, trânsfuga. Muitas pessoas pensam que usar sinônimos em repetição é sinal de amplitude de vocabulário. É prolixidade.

Da mesma maneira, o leitor já sabe que a escolta procura o desertor. É desnecessário repetir o termo na frase seguinte. Veja como a frase pode ser enxugada, com o uso de pronomes pessoais:

A escolta batia as matas à procura do desertor. Avistando-o, o capitão ordenou que não atirassem nele, mas apenas o prendessem”.

Foi dita a mesma coisa e com mais objetividade. Mais fácil de se entender e de se guardar.

8.2. Alguém, para justificar a necessidade de reparos numa faculdade, escreveu o seguinte:

Seria conveniente aproveitar o período de férias em que se encontram os alunos dessa faculdade”.

É supérfluo o uso da expressão  “em que se encontram os alunos dessa faculdade”. Se uma faculdade está em período de férias, é óbvio que os alunos é que estão em férias.  Bastaria redigir o seguinte:

Seria conveniente aproveitar o período de férias”.

8.3. O redator dos avisos do Aeroporto de Brasília é uma catástrofe em comunicação. A gramática passou longe dele. Ou ele passou longe dela, o que dá no mesmo. Ouve-se sempre:

“Atenção, senhores passageiros: avisamos que o  vôo   número tal, quando autorizado o embarque do mesmo, o mesmo será feito pelo portão 5”.

Uma calamidade. O uso de “o mesmo” e “a mesma”, quase sempre, é pobreza de linguagem. Bastaria dizer:

“Atenção, senhores passageiros: o embarque do vôo tal será feito pelo portão 5”.

É óbvio que só será efetuado quando autorizado. O resto é desnecessário.

9. Mais exemplos – No próximo artigo.


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12 de abril de 2011 - Posted by | Kerigma

2 Comentários »

  1. impossível deixar de dizer que esse artigo além de nos ensinar, nos instrui, aumenta o nosso conhecimento e nos diverte. muito bom!!

    Comentário por Elaine | 12 de abril de 2011 | Responder

    • haha, amém minha irmã. Quero tudo isso mesmo.

      Comentário por Paulo Moral | 12 de abril de 2011 | Responder


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