Monte de Adoração

Paulo Moral & Cecília Moral

Para Quem Gosta de Pregar 12

Alguns livros, sermões ou aulas parecem a escada do desenho: cansativa, interminável e você não sabe onde vai dar. Tudo bem… ninguém nasce sabendo, mas é preciso melhorar.

Com 14 anos de idade, estava pregando meu segundo sermão no púlpito da Igreja que era membro. Não me preparei bem e foi uma catástrofe. Depois de ler o texto Bíblico, tive a impressão de que meu cérebro se desconectara de minha boca e do restante de meus membros. Não falei nada com nada e terminei recomendando que todos lessem cuidadosamente o texto em suas casas. Hahaha, foi terrível. Me senti um ‘Moisés’ – não o libertador… o gago.

Nosso desafio é a concisão. Conteúdo e objetividade.

Boa leitura.

Desde o PQGP10, tenho compartilhado uma apostila do Pr. e Prof. Isaltino Gomes Coelho Filho.
Se você prega, escreve, ensina ou quer fazer bem estas coisas, esses artigos vão te ajudar.

4. Concisão é a arte de dizer muito com poucas palavras – Esta definição basta. Um bom escritor cultiva esta qualidade de economia verbal, sem prejuízo do conteúdo do seu pensamento. Falar muito para dizer pouco é algo comum no cenário dos oradores e escritores. O artigo de Jô Soares mostra isso: a prolixidade, a verborréia, sem conteúdo algum.  Havia até uma música de carnaval, muito antiga, que dizia:

Peço a palavra,

Não tenho assunto

Mas eu quero é discursar

Sou deputado baiano

O que eu quero é falar.

Perdoem-me os baianos. Não sou autor da letra, mas usei-a para demonstrar o que muito pastor e muito professor de EBD e escritor evangélico fazem: falar sem ter assunto. Há gente que adora um microfone, mesmo sem ter o que dizer.

5. Concisão e clarezaA concisão contribui muito para a clareza. Se formos muitos concisos podemos cair no laconismo. É um risco. Podemos escrever sem esclarecer. Mas podemos ser claros e concisos de maneira bem positiva.  Lembre-se do tamanho dos dez mandamentos. Que concisão!  Se eles fossem obedecidos, todos os códigos legais do mundo seriam desnecessários. Pode-se ser conciso, claro e suficiente. Foi Schopenhauer quem disse que “recorrer a muitas palavras para exprimir poucas idéias é sinal infalível de mediocridade”. Tinha muita razão. Quando preguei meu primeiro sermão, em uma igreja, tinha 16 anos. Meu pastor, João Falcão Sobrinho,  me chamou e me disse: “Diga o que tem para dizer e depois se cale”. Ou seja: tendo dito, basta. Não “enrole” o povo. Não repita a mesa coisa que disse com outras palavras.

6. Três coisas a evitar para a concisão

Estará no próximo artigo.

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17 de março de 2011 - Posted by | Kerigma

1 Comentário »

  1. Vc é “MUITO BOM” e tem “MUITO BOM” humor, hahahaha!!!!!!!!.

    Comentário por Cecília | 22 de abril de 2011 | Responder


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