Monte de Adoração

Paulo Moral & Cecília Moral

Para Quem Gosta de Pregar 5

Não sei se você vai se divertir com este artigo. Lamento ter que provocar suas reflexões e seu instinto crítico… na verdade, eu não lamento não. Espero que você tenha a coragem de pensar. Pensar no poder que trás realidades à existência, e que nos foi outorgado por Jesus Cristo, nosso Senhor. Espero que você entre em crise com esse assunto…

Boa leitura.

*O LUGAR DA PREGAÇÃO NA IGREJA CONTEMPORÂNEA*

Tudo foi criado pela Palavra de Deus e tudo que existe, veio a existir pela Palavra. A Palavra de Deus é a matéria-prima de tudo.

Esse mesmo poder entra em ação na pregação do Evangelho. Quando alguém ouve os testemunhos de Cristo, sobre a salvação em Cristo Jesus por Sua morte vicária e substitutiva na Cruz do Calvário, o poder de Deus entra em ação no coração da pessoa com o potencial de arrancá-la do inferno, das mãos do diabo e transportá-la para o Reino de Jesus como um filho, ou filha, de Deus.

Não é meramente som em alguns vocábulos, gerando imagens em uma figura de linguagem a serem processados e armazenadas pela mente. A Palavra de Deus não é apenas informação a ser armazenada. A Palavra de Deus tem o poder de mexer com a história da pessoa, fazendo-a mudar o curso pela eternidade. Tem o poder de destruir sofismas (2Co 10:4) e revelar as irrealidades e mentiras do pecado, que entorpecem nosso entendimento e a vida.

A Palavra de Deus, quando pregada fiel e responsavelmente, pode mudar a história de um indivíduo, de uma família, de uma sociedade, de uma nação.

A Palavra de Deus, quando pregada, anunciada, cria realidades.

Assim como a Palavra de Deus pregada é geradora de vida e libertação, a palavra de engano e mentira é geradora de morte e confusão.

Pergunta:
Que realidade nós, pregadores temos trazido à existência em nossa geração?

Que realidade está sendo gerada nos crentes de nosso tempo, a partir dos púlpitos?

As palavras que ouvimos e pregamos estão:
Nos amadurecendo ou nos tornando mais infantis?
Nos tornando mais altruístas ou mais egoístas?
Nos tornando mais operosos ou mais ociosos?
Nos tornando mais curados ou mais enfermos?
Nos tornando mais fortes ou mais fracos, sensíveis?
Nos tornando mais prontos ao perdão e ao amor, ou mais vulneráveis ao ressentimento ou à rejeição?

A mensagem que pregamos é CRISTOCÊNTRICA ou antropocêntrica?

A mensagem que pregamos é CRISTOCÊNTRICA ou humanista?

Que tipo de palavra pregamos?

Que evangelho pregamos?

Veja o comentário abaixo. Não sei se vai se divertir, mas é bom ler.

O LUGAR DA PREGAÇÃO NA IGREJA CONTEMPORÂNEA

No desejo de traçar um panorama descritivo da pregação na Igreja deste final de século, valemo-nos da visão de autores como H. W. Robins, que acredita na desvalorização da pregação nestes dias. Para ele a imagem do pregador não é a mesma de décadas anteriores, sendo agora não mais considerado como líder intelectual nem espiritual. Ele arrisca-se a um desafio: “peça ao homem do banco da igreja que descreva o ministro, e a descrição talvez não será lisonjeira.” Este mesmo autor acredita que no geral a congregação vê o pastor, na atualidade, na forma de um “composto manso”:

Escoteiro congenial, sempre prestativo, sempre pronto para ajudar: como querido
das senhoras de idade, e como suficientemente reservado com as jovens; como a
imagem paternal para os mais jovens, e companheiro para os homens solitários;
como o cordial recepcionista afável nos chás e nos almoços dos clubes cívicos.

Ao passo que apresenta este descrição geral do pregador contemporâneo, Robins decreta: “Se isto relata a realidade, mesmo que as pessoas gostem do pregador, certamente não irão respeitá-lo”. Esta crise no ministério da pregação ocorre justamente num mundo onde, conforme o mesmo autor, os meios de comunicação de massa “nos bombardeiam com cem mil mensagens por dia “.

Robins lembra que tanto a televisão como o rádio, apresentam “mascates” que entregam uma “palavra do patrocinador com toda a sinceridade de um evangelista”. Dentro deste contexto, talvez o pregador dê a impressão de ser mais uma pessoa mercenária que “faz truques de palco com as doutrinas da vida e da morte”.

Seguindo este raciocínio, a consequência destes fatos é que o próprio pregador moderno estaria tentado a buscar “novidades” que pudessem satisfazer àquilo que a pregação “tradicional” não consegue.

O homem no púlpito se sente furtado de uma mensagem autoritativa. Boa parte da
teologia moderna lhe oferece pouco mais do que palpites santificados, e suspeita
que os sofisticados nos bancos das igrejas têm mais fé nos textos da ciência que nos
textos da pregação. Para alguns pregadores, portanto, a última moda na comunicação
fica sendo mais estimulante do que a mensagem. (…) Sem dúvida, as técnicas
modernas podem realçar a comunicação, mas, por outro lado, podem substituir a
mensagem – o surpreendente e o incomum podem ser máscaras para um vácuo.

Sem dúvida as colocações acima apontam para um grande conflito que o pregador moderno enfrenta quando depara-se com a crescente globalização cultural, com a força dos meios de comunicação de massa, com o ritmo frenético das mudanças nos nossos dias, com o avanço tecnológico. O dilema do pregador contemporâneo pode ser expresso na seguinte pergunta: Como ter contemporaneidade sem perder a profundidade e a Verdade da mensagem?

Num artigo publicado em 1985, Merval Rosa ressalta sua visão da pregação na atualidade em nosso país. Para ele a pregação como um todo deixa muito a desejar pela omissão: “estamos certos no que dizemos, falhamos, porém, no que deixamos de dizer”. Na sua opinião, a pregação deve ser impactante, capaz de demonstrar graça e poder redentivo de Deus, o que, segundo ele, não acontece.

Acontece, porém, que em nossos dias a pregação do Evangelho se apresenta tímida,
quase pedindo licença para dizer, quase pedindo desculpas, com medo de ofender as
estruturas do poder expressas nas mais variadas formas de organizações sociais.
Nossa pregação está se tornando, à semelhança da psicoterapia tradicional, um
produto de consumo da classe média. Nela não há quase nada de proclamação

inquietante da Palavra de Deus e seu elemento de confrontação do homem e das
iniquidades das estruturas sociais. Ela é mais um elemento de preservação de um
“status quo” do que propriamente uma força transformadora de revitalização da
condição humana. Ela não incomoda a ninguém…

Neste raciocínio, o grande problema da pregação de hoje é a falta de relevância. O cerne da crise não reside na forma, mas sim no conteúdo da pregação. Na medida em que os pregadores se tornam incompetentes primeiro para fazerem uma leitura verdadeira da realidade existencial dos ouvintes, são compelidos a falharem com uma pregação imprópria, descontextualizada, descomprometida com o tempo em que vivemos.

Os resultados desta pregação que não conforta nem incomoda ninguém bem podem ser notados. Vou mostrar 5 resultados.

1 O Crescente Desprestígio da Pregação
2 A Crise de Identidade da Igreja
3 A Apostasia dos Membros da Igreja
4 A Procura de Substitutos à Pregação

Esses resultados estarão nas próximas publicações.

Deus te abençoe.



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19 de agosto de 2010 - Posted by | Kerigma

6 Comentários »

  1. Precisamos retomar a essência do evangelho, E triste ver na história da igreja homens que chegara a derramar sangue pela sua convicção espiritual, E que não se vendiam ou barganhavam por nada, E agora vemos homens trocando a palavra de Deus por coisas desnutritivas, Como cargos ou até mesmo um reconhecimento um pouco maior.
    Lenda a história de J. Oswald Chambers vemos amor pelas vidas, entre outros homens que deixaram suas marcas que nos atingem o coração e alma até hoje. As pessoas oram para que se levantem homens assim..Eu concordo, Mas antes eu quero ser esse homem de pé, Não me importa saber se vou ver as coisas conclusas, Mas quero saber que meu filho não precisará passar pelo que temos passado hoje, Por causa do evangelho que nos foi pregado.
    É triste saber que milhares de pregadores em tempo integral acordam ao 12:30 para ver televisão e 18:30 pega a bíblia para pregar as 19:30 e recentemente pesquisas apontaram que mais da metade desses pregadores nunca leram a bíblia toda. Um dos líderes do nosso ministério estava em um café de pastores e um deles se levanta feliz da vida dizendo que fez uma descoberta, Que não somos mais levitas..Somos sacerdotes ¬¬ ( Queria ver a reação cômica de Spurgeon nesse momento rs ) Prega-se muito, Fala-se muito, mas não sabem coisas simples mas com grande importância, Como expiação, Justificação, Redenção e o principal a Cruz…Pessoas lêem o livro de romanos como se estivesse lendo uma carta comum…Enquanto homens lutaram e morreram para que a essência de um livro tão precioso fosse entendido.
    Bom diante disso tudo, Clamo a Deus para que o Reino seja estabelecido e que se levante o comando Delta de Cristo.

    Comentário por Icaro | 26 de agosto de 2010 | Responder

  2. Paz!

    As ministrações que surtiram efeito em minha vida quebraram grandes barreiras, algumas foram bem doídas, outras foram de refrigério, algumas tristes, outras alegres, algumas me fizeram querer sair correndo de vergonha de ser o que sou, outras me fizeram desejar incontrolavelmente estar no centro da vontade do meu Pai. É incrível, o que o Espírito Santo já gerou em mim…não consigo expressar com palavras. Muitos já devem ter passado por isso.
    Acredito que é assim, desse jeito que o Senhor trabalha…porque, em mim, surtiu efeito para sempre. Algo foi semeado que não me deixa voltar ao estado inicial, de morte, e me guia pelo caminho de vida, sempre, mesmo quando não consigo visualizar meu caminho, quando ele fica turvo; mesmo quando erro, há algo, dentro do meu ser, que me mostra, quer eu queira ou não, que não posso mais fingir que não conheço a Verdade e brincar com minha vida, que pertence a Deus, de maneira inconsequente.
    Algo foi plantado, e gerou raiz, e gerará frutos pois sinto a presença das flores.
    É assim que as pregações precisam ser, não aquilo o que queremos ouvir, nem o que for imposto pelo homem, mas segundo a Vontade do ESPÍRITO SANTO, e na forma em que Ele conduzir.
    Infelizmente, não é em todos os lugares que Ele tem liberdade para fazer o que deve ser feito, mas nosso dever é nos colocar à disposição.
    Ainda tenho muito a aprender, espero que possa ter essa oportunidade sempre. Obrigada pastor Paulo!

    Comentário por Crsitina Vieira | 21 de agosto de 2010 | Responder

    • Boas palavras Cristina. Obrigado. Concordo com você.
      Deus te abençoe muito e que Deus nos ajude a crescer e viver no conhecimento de sua Palavra e sua Graça.
      Paz.

      Comentário por Paulo Moral | 25 de agosto de 2010 | Responder

  3. … gostei muito Paulo! obrigado pelas palavras.
    … fico sentido de ver tantas coisas substituindo o poder da verdadeira palavra.
    abraço

    Comentário por Marcelo Vargas | 20 de agosto de 2010 | Responder

    • É verdade Marcelo. Obrigado. Deus te abençoe.

      Comentário por Paulo Moral | 25 de agosto de 2010 | Responder


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